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Saiba os assuntos que serão pauta na Educação brasileira em 2016


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Do Todos Pela Educação

Após um ano bastante tumultuado política e economicamente no Brasil, no qual a Educação foi uma das áreas mais afetadas pelas mudanças, 2016 começa com alguns temas que merecem atenção especial. Abaixo, veja uma lista com os principais assuntos que devem permear a Educação brasileira neste ano.

Emenda Constitucional 59
A EC 59, aprovada novembro de 2009 pelo Congresso, ampliou a faixa etária em que a matrícula na Educação Básica deve ser obrigatória: dos 4 aos 17 anos. O prazo para todos os municípios se adequarem encerra-se em 2016.

Para saber mais sobre a emenda, clique aqui. 

Base Nacional Comum
De acordo com os prazos intermediários do Plano Nacional de Educação (PNE), em vigor desde 2014, o Brasil tem até 24 de junho para divulgar sua base nacional comum curricular, que vai assegurar que todo estudante brasileiro, em todas as regiões do país, tenha garantido o acesso à aprendizagem de conhecimentos fundamentais, promovendo equidade e maior coerência em todo o sistema educacional. O prazo para contribuições termina no dia 15 de março.

Para saber mais sobre a Base, clique aqui.

CAQi
Considerado fundamental para a implementação de quase todas as metas do PNE, o Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi) deve ser implantado até 24 de junho.

Para saber mais sobre o CAQi, clique aqui.

SNE
A definição do  Sistema Nacional de Educação (SNE) em lei específica também acaba em junho, assim como a base e o CAQi. O objetivo do sistema é trazer mais equidade para a Educação brasileira.

Para saber mais sobre o SNE, clique aqui.

Ideb
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) vai de zero a dez e seu cálculo leva em conta a aprendizagem dos alunos, avaliada pela Prova Brasil e pelo Saeb, e o fluxo escolar. Assim, é possível atribuir o índice a escolas, redes, municípios, estados e ao País como um todo. O Ideb é divulgado de dois em dois anos.

Para saber mais, clique aqui. 

Eleições
Neste ano, os brasileiros votam para prefeito e vereadores. O primeiro turno está marcado para o dia 2 de setembro e o segundo, apenas para cidades com mais de 200 mil eleitores, será no dia 30 do mesmo mês. Pela Constituição, os municípios são obrigados a garantir o acesso à Educação Infantil em creches e pré-escolas e ao Ensino Fundamental, prioritariamente nos anos inciais.

Para saber mais sobre as eleições 2016, clique aqui. 

Pisa
Divulgados de três em três anos, os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) servem para medir a aprendizagem de jovens de 15 anos, ao fim da Educação Básica, em diversos países. O exame é realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mas cada país tem um órgão local responsável pela sua aplicação – no Brasil, a responsabilidade é do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). De acordo com o governo federal, 33 mil estudantes brasileiros, distribuídos em 965 escolas, participaram da edição aplicada no ano passado.

O Pisa avalia as competências em leitura, matemática e ciências. A cada edição, uma área recebe mais atenção – em 2015, foi ciências. Além disso, novos temas foram incorporados à prova: competência financeira e resolução colaborativa de problemas. Os resultados devem ser divulgados em dezembro.

Para saber mais sobre o Pisa, clique aqui, 

A educação no Brasil


Olá pessoal!

Quero compartilhar com vocês um artigo do site http://brasilescola.uol.com.br/.

Antes de inserir o conteúdo do artigo gostaria de expressar meus agradecimentos pessoais a Deus que me permitiu dar a minha contribuição na área de ensino através da minha experiência, conhecimentos, estudos e vivências com pessoas e instituições.

O artigo fala sobre a importância de, apesar de estar evoluindo (tudo evolui, mesmo que a pequenos passos), são necessárias mudanças e atitudes capazes de transformar a educação no Brasil como forma de modificar o meio, sendo ações de preparação, planejamento e realização importantes para a implantação de um plano mais moderno para país, a fim de que as próximas gerações possam estar preparados para uma nova realidade.

Como já dizia o eterno mestre Paulo Freire:

Transformar o Mundo: “Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.”

 Espero que gostem do artigo! Leia a seguir:

Espera-se que a educação no Brasil resolva, sozinha, os problemas sociais do país. No entanto, é preciso primeiro melhorar a formação dos docentes, visto que o desenvolvimento dos professores implica no desenvolvimento dos alunos e da escola.

Ao propor uma reflexão sobre a educação brasileira, vale lembrar que só em meados do século XX o processo de expansão da escolarização básica no país começou, e que o seu crescimento, em termos de rede pública de ensino, se deu no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.

Com isso posto, podemos nos voltar aos dados nacionais:

O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial (et. al., na mídia).

Frente aos dados, muitos podem se tornar críticos e até se indagar com questões a respeito dos avanços, concluindo que “se a sociedade muda, a escola só poderia evoluir com ela!”. Talvez o bom senso sugerisse pensarmos dessa forma. Entretanto, podemos notar que a evolução da sociedade, de certo modo, faz com que a escola se adapte para uma vida moderna, mas de maneira defensiva, tardia, sem garantir a elevação do nível da educação.

Logo, agora não mais pelo bom senso e sim pelo costume, a “culpa” tenderia a cair sobre o profissional docente. Dessa forma, os professores se tornam alvos ou ficam no fogo cruzado de muitas esperanças sociais e políticas em crise nos dias atuais. As críticas externas ao sistema educacional cobram dos professores cada vez mais trabalho, como se a educação, sozinha, tivesse que resolver todos os problemas sociais.

Já sabemos que não basta, como se pensou nos anos 1950 e 1960, dotar professores de livros e novos materiais pedagógicos. O fato é que a qualidade da educação está fortemente aliada à qualidade da formação dos professores. Outro fato é que o que o professor pensa sobre o ensino determina o que o professor faz quando ensina.

O desenvolvimento dos professores é uma precondição para o desenvolvimento da escola e, em geral, a experiência demonstra que os docentes são maus executores das ideias dos outros. Nenhuma reforma, inovação ou transformação – como queira chamar – perdura sem o docente.

É preciso abandonar a crença de que as atitudes dos professores só se modificam na medida em que os docentes percebem resultados positivos na aprendizagem dos alunos. Para uma mudança efetiva de crença e de atitude, caberia considerar os professores como sujeitos. Sujeitos que, em atividade profissional, são levados a se envolver em situações formais de aprendizagem.

Mudanças profundas só acontecerão quando a formação dos professores deixar de ser um processo de atualização, feita de cima para baixo, e se converter em um verdadeiro processo de aprendizagem, como um ganho individual e coletivo, e não como uma agressão.

Certamente, os professores não podem ser tomados como atores únicos nesse cenário. Podemos concordar que tal situação também é resultado de pouco engajamento e pressão por parte da população como um todo, que contribui à lentidão. Ainda sem citar o corporativismo das instâncias responsáveis pela gestão – não só do sistema de ensino, mas também das unidades escolares – e também os muitos de nossos contemporâneos que pensam, sem ousar dizer em voz alta, “que se todos fossem instruídos, quem varreria as ruas?”; ou que não veem problema “em dispensar a todos das formações de alto nível, quando os empregos disponíveis não as exigem”.

Enquanto isso, nós continuamos longe de atingir a meta de alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade e carregando o fardo de um baixo desempenho no IDEB. Com o índice de aprovação na média de 0 a 10, os estudantes brasileiros tiveram a pontuação de 4,6 em 2009. A meta do país é de chegar a 6 em 2022.

Eliane da Costa Bruini
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Pedagogia
Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL

 

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